Como funciona a internação compulsória

    Infelizmente, o número de familiares que precisa recorrer à internação compulsória é bem expressivo: tratam-se de casos nos quais a pessoa que tem uma dependência química, seja de álcool ou de drogas, não aceita ser tratada e, para que ela não se coloque ainda mais em risco e piore a sua condição, as pessoas próximas optam pela internação forçada, involuntária ou compulsória.

    Apesar de ser um momento bastante dramático para os familiares e amigos, pode ser o começo da recuperação das pessoas que já estão muito afundadas no vício. Inclusive, muitos desses indivíduos, com o tempo, percebem a importância do tratamento e passam a dedicar-se a ele.

     

    Como é o procedimento para internação voluntária

     

    A internação voluntária é sempre mais simples que a compulsória porque conta com a colaboração da pessoa que tem o vício. Em primeiro lugar, é claro que os familiares e pessoas responsáveis e/ou próximas precisam conversar com a pessoa viciada e programar a internação para o mais rápido possível, até mesmo para que ela não mude de ideia.

    Logo depois, é preciso entrar em contato com a clínica de recuperação e contratar um plano de internação, que tem período de duração diversificado. Após isso, é só efetuar o pagamento, de acordo com as possibilidades oferecidas pela clínica, e levar o dependente químico.

     

    Recursos que as clínicas de recuperação oferecem aos dependentes

     

    As clínicas de recuperação podem ter várias atividades, tudo depende do valor da internação. O básico, entretanto, consiste em atendimento médico e em atendimento psicológico individual e em grupo. Inclusive, é muito importante que a clínica permita que os familiares visitem frequentemente a pessoa que está em reabilitação. Vale dizer que muitas impedem as visitas no primeiro mês até que o dependente esteja um pouco mais estruturado e desintoxicado.

    O ideal é que as clínicas também ofereçam atividades para incentivar o potencial desses dependentes, ou seja, é interessante que elas ofereçam pinturas, oficinas de literatura, de Informática e de outras coisas que possam tomar o tempo dessas pessoas em recuperação, até quando elas já estiverem fora da clínica.

     

    Como é o procedimento para internação compulsória

     

    A forma de proceder à internação compulsória é bem diferente: é preciso que a família procure a clínica de recuperação e combine com os funcionários os detalhes da internação, que acontecerá “de surpresa”. Os responsáveis e/ou próximos da pessoa viciada informarão onde ela poderá ser encontrada para que a equipe médica vá ao local e o interne.

    Infelizmente, costuma ser uma cena forte, já que os viciados resistem muito e podem até precisar ser sedados. Desde 2019, não é mais obrigatório procurar por medida judicial para poder realizar internações involuntárias.

     

    Todas as clínicas atuam com internação involuntária?

     

    Quase todas as cínicas de recuperação aceitam fazer as internações compulsórias, mas algumas relutam, especialmente quando a pessoa é maior de idade. Sendo assim, é indispensável explicar ao responsável pela clínica que se tratará de uma internação compulsória e, se o local não a realizar, procurar por outro.

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